“A escola católica pretende colocar seus alunos em face de todas as suas responsabilidades e assim contribuir para fazer prevalecer no mundo os princípios fundamentais de um equilíbrio harmonioso entre os indivíduos e entre as nações...”
— Pio XII
Vivemos um tempo em que a irresponsabilidade tornou-se um dos sinais mais preocupantes da juventude moderna. Contudo, não é a coragem que falta aos jovens. Pelo contrário — vê-se neles uma audácia que impressiona, uma energia vibrante no esporte, na arte, nas aventuras e até na busca do prazer. O que lhes falta é direção. Falta-lhes a presença firme e amorosa de adultos que saibam canalizar essa força para um ideal de vida, para uma causa que transcenda o imediato e dê sentido ao sacrifício.
A juventude de hoje não é covarde, mas desorientada. Cresceu num ambiente em que tudo lhe é oferecido com facilidade: diversão sem medida, sexo banalizado, tecnologia que elimina o esforço e um mundo que idolatra o prazer. Deflagrou-se, assim, uma verdadeira inflação de sensações, mas um empobrecimento de ideais. Como, então, surpreender-se com a dispersão, o desânimo e até a delinquência? O vazio de sentido gera a fuga, e a fuga se disfarça em rebeldia.
É necessário, portanto, redescobrir o verdadeiro papel da educação católica: formar consciências maduras, responsáveis e orientadas pelo bem. Educar é mais do que instruir — é formar a vontade. É ensinar o jovem a dominar seus impulsos, a discernir entre o que é passageiro e o que é eterno, entre o que agrada e o que edifica.
Felizmente, muitos jovens começam a clamar, ainda que confusamente, por um ideal mais alto. Buscam algo que valha o esforço, que os faça sentir-se parte de uma missão. Este é o momento propício para reconstruirmos nossos programas educativos, não sobre o comodismo e a mediocridade, mas sobre o heroísmo e a grandeza moral.
Educar na mediocridade é condenar o jovem ao tédio e ao vazio. Educar no egoísmo é isolá-lo na solidão do coração. Educar no capricho é criar almas frágeis, inquietas e incapazes de perseverar. Em contrapartida, educar na disciplina é libertar; educar na grandeza é elevar; educar na superação é despertar a vocação para a santidade e o serviço.
A escola católica — e, antes dela, a família cristã — deve apresentar ao jovem não apenas regras, mas exemplos vivos. É pelos testemunhos dos adultos, pelos modelos de fé, retidão e coragem, que o coração juvenil se inflama e se orienta. A palavra convence, mas o exemplo arrasta.
Se quisermos restaurar a sociedade, comecemos pela formação de almas responsáveis, conscientes de seus deveres para com Deus, com a pátria e com o próximo. Cada jovem educado na verdade, na justiça e na caridade é uma semente de renovação moral para o mundo.
Eduquemos, pois, na grandeza. Demos aos jovens imagens superiores de vida, ideais que exaltem o espírito e disciplinem os instintos. Ajudemo-los a construir, com coragem e fé, um plano de vida empolgante — não o da glória passageira, mas o da santidade, que é a verdadeira aventura cristã.
O Empório Nossa Senhora do Bom Sucesso dedica-se à difusão da fé católica por meio de livros religiosos e artigos devocionais. Cada obra e cada artigo são escolhidos com esmero para fortalecer a vida espiritual, conservar a doutrina e promover o amor a Deus e à Sua Igreja.